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Fases NIST de Resposta a Incidentes

Fases NIST de Resposta a Incidentes

O NIST é o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA, e resposta a incidentes é a disciplina que prepara, detecta, responde e recupera de eventos de segurança cibernética de forma estruturada. Abaixo está um artigo curto que apresenta as fases recomendadas para a sua de equipe de respostas a incidentes.

Introdução

O NIST (National Institute of Standards and Technology) é uma agência do governo dos Estados Unidos que publica referenciais técnicos amplamente adotados pela indústria para melhorar a segurança, resiliência e gestão de riscos. No contexto de segurança da informação, suas publicações ajudam as equipes a padronizar processos, medir a maturidade e comunicar prioridades com clareza entre áreas técnicas e executivas.

Para apoiar nesse processo, existem fases a serem seguidas para obter uma melhor resposta daquele incidente:

Fases recomendadas

  • Preparação: políticas, plano e playbooks; papéis e responsabilidades; visibilidade com logs, SIEM e EDR; comunicação e exercícios práticos para testar prontidão.
  • Detecção e análise: triagem de alertas, confirmação do incidente, escopo e impacto, priorização e notificações devidas, com documentação consistente e preservação de evidências.
  • Contenção, erradicação e recuperação: isolar para impedir propagação, remover causa raiz, restaurar serviços com validação reforçada, aplicar patches e hardening antes do retorno à produção.
  • Pós‑incidente: conduzir lições aprendidas, ajustar controles e detecções, atualizar playbooks e treinamentos, e endereçar ações de melhoria com prazos e responsáveis.

Alinhamento atual

As orientações mais recentes alinham a resposta a incidentes às funções do NIST Cybersecurity Framework, conectando governança, identificação e proteção ao preparo, e detecção, resposta e recuperação à execução. Esse mapeamento facilita comunicar riscos e investimentos, sem abandonar o modelo prático das quatro fases adotado por SOCs e times de segurança.

Dicas do SOC para o dia a dia

  • Tenha critérios objetivos de severidade e uso de priorização para acelerar triagem e escalonamento em regime 24x7.
  • Modele contenção em curto e longo prazo e preserve evidências com cadeia de custódia para apoiar análises e obrigações legais.
  • Versione playbooks por vetor de ataque e serviço crítico, defina canais de comunicação e autoridade de decisão antes do incidente.
  • Transforme cada incidente em backlog de melhoria: logging, detecções, hardening, exercícios e documentação sempre atualizados.
Esta postagem está licenciada sob CC BY 4.0 pelo autor.